H Gasolim Ultramarino IV |
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Domingo, Janeiro 29, 2012 Céu estrelado Não deixa de ser curioso que se indique como exemplo de céu estrelado uma zona de uma grande albufeira, onde inevitavelmente a humidade relativa é superior à da maior parte do território que está longe do mar e de fontes de luz. Sábado, Janeiro 28, 2012 Sexta-feira, Janeiro 27, 2012 Quinta-feira, Janeiro 26, 2012 Civis Pois por mim, a eliminar feriados civis, caso isso tivesse algum tipo de relevância, seria o 25 de Abril e o 10 de Junho. O Dia de Portugal tanto poderia ser a 25 de Julho (de 1139), 5 de Outubro (de 1143) ou 1 de Dezembro (de 1640). Lerei com atenção a fundamentação da escolha. Quarta-feira, Janeiro 25, 2012 Ruas com Dias
Passam três anos sobre a ideia parva. De parva vai a espigadota, com 230 dias já com cromos na caderneta. Um dos quais é número da bola. E 102 levantadas, à espera de serem fotografadas. Haja gasóleo. E Gasolim… Intelecto Posso dizer hoje, com a margem de erro e de disparate que estas apreciações encerram, que o meu auge intelectual ocorreu algures entre os 13 e os 24 anos. O auge da percepção, da capacidade de identificar, de raciocinar e de congeminar. Está a coisa ao que parece dentro das balizas mais ou menos aceites. Tal como qualquer outro parâmetro que se possa medir e comparar. Até aqui, nada de novo. O que me parece anormal é a degradação que experimento. Já nem sequer se trata de achar inextricáveis algoritmos que congeminei há décadas, trata-se de olhar e não ver, de não saber para onde estou virado, se para norte se para sul, leste ou oeste, se um som corriqueiro corresponde a esta ou aquela causa. Com a idade pode ganhar-se sabedoria, coleccionar referências e referenciais. Mas torna-se cada vez mais difícil tratar o armazenado. Não por ser muito, mas porque as manobras são cada vez mais difíceis. Pelo menos para mim. Mesmo não me tendo dado conta de ter sofrido alguma catástrofe cerebral. Terça-feira, Janeiro 24, 2012 PR Pior a emenda do que o soneto. O Presidente da República desfaz a sua base de apoio. É quase cada cavadela cada minhoca. Se chegar ao fim do mandato, lá perco eu uma aposta feita há meia dúzia de anos. Segunda-feira, Janeiro 23, 2012 Muito raro A CNN exulta com o Ano do Dragão de água. Muito raro, diz o repórter. Tão raro como todos os outros anos, dir-lhe-ia alguém que tivesse um mínimo de neurónios a trabalhar. Domingo, Janeiro 22, 2012 Sábado, Janeiro 21, 2012 Medida-padrão Para os padrões americanos, aparentemente, Newt Gingrich é um homem inteligente. Para os padrões portugueses, filtrados pela imprensa e comentadores afins, José Sócrates também o é. Sexta-feira, Janeiro 20, 2012 Memória As comparações diacrónicas são sempre mais da emoção do que da razão. Antigamente, como dizia uma senhora um destes dias à câmara de tv, tínhamos todos 18 anos. E por isso quando vou à Baixa lisboeta, e cada vez mais espaçadamente o faço, as comparações que congemino enfermam desse erro. Não ver grande parte das lojas onde comprei isto e aquilo ou apenas mirei a montra. Não ouvir os pregões dos ardinas ou o roncar mais ou menos alto dos motores de autocarro e os tlintlins dos eléctricos, não sentir o cheiro do fumo das castanhas ou dos fritos das casas de pasto. De alguma destas coisas ainda há vestígios. O cheiro a mijo, como já aqui referi, voltou em força, depois de ter desaparecido algures entre as décadas de 70 e 80. Na estação do Rossio está uma escada lançada como sempre a sonhei – alinhada de cima a baixo e não deixando ver o fim. E isso, sim, intriga-me. Mas uma coisa é certa – há trinta e tal anos era muito melhor passear na Baixa, porque todos tínhamos 18 anos. Quinta-feira, Janeiro 19, 2012 Quarta-feira, Janeiro 18, 2012 As comparações É esperável que, cem anos corridos, se façam comparações entre o Titanic e o Costa Concordia. Para além das dimensões – este é um tanto maior do que o Titanic – e da grande diferença nas consequências, há um facto ou uma suposição ou ainda um conjunto de suposições que se me deparou. A ser verdade que a rota do navio italiano foi tomada tendo em consideração um aceno aos ilhotas, e o facto de esta suposição, ainda que bizarra por ser de noite, ter sido feita só por si é significativo, fazendo com que o ser verdadeira ou falsa seja menos importante, transponhamos tal decisão para cem anos atrás. A minha ideia é que seria reputada de uma vulgaridade indecente. Supondo que as suposições estão todas acertadas, está a coisa mais vulgar do que há um século. Parece bater certo. Terça-feira, Janeiro 17, 2012 |
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